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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Infância



‘’Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. ’’ (Mateus 18:3)


Há algumas particulares na infância, em ser criança, não é mesmo? Não tínhamos preocupações alguma, contas a pagar, questões a prestar esclarecimentos, imagens a zelar, enfim, coisa alguma nos abalava, nossas obrigações eram outras. Lembro-me que uma das minhas preocupações era sair o mais rápido possível da escola, porque na tv estaria passado meu desenho animado favorito, Cavaleiros do Zodíaco. E ao chegar em casa, me servia logo de um almoço que já estava pronto, corria para frente da televisão, e intercalava entre uma vibração com o episódio, uma garfada de comida e um gole do meu suco, que por sinal estava bem gelado. Porém a vida passa, a gente cresce, e algumas coisas precisam mudar.

Não, ao contrário do que possa parecer não quero permanecer criança, não existe em mim essa síndrome de Peter pan. É necessário crescer, é necessário assumir responsabilidades. Bem disse Apostolo Paulo, “Quando era menino, pensava como menino agia como menino, mais agora sou homem, penso como homem, ajo como homem”(1Corintios 13.11). Mas as vezes é bom ser criança, pisar na lama, se lambuzar de chocolate, e nem por isso parecer ridículo ou estranho..rsrsrs

Nós homens somos inclinados a padronizar tudo, querermos que as coisas aconteçam dentro de uma determinada ordem e de uma determinada maneira. E isso evidente levamos a nossa jornada espiritual ao sistema das igrejas. E quando as coisas não saem mais ou menos como temos “padronizados” nos inclinamos a criticar e repudiar. Meio esquisito da nossa parte, mais fazemos isso grande parte das vezes.

O tempo passou, adquirimos experiência, maturidade em algumas áreas e com isso vem o excesso do pensar, analisar. Não, não digo que isso seja de tudo ruim, absolutamente não. É uma importantíssima parte do processo no crescer. Contudo espiritualmente falando, me recordo quando era inocente na fé, não me preocupava muito com questões teológicas, com tudo que lideres, pastores falavam, a opinião de todos, eu só queria mergulhar no relacionamento com o meu Pai, o tempo ia passando, mais eu estava conhecendo-o, usufruindo dessa amizade que a cada dia fortificava-se mais. Porém, mais e mais tempo passou, a criança na fé alcançou uma nova fase, e em algum momento se perdeu nessa trajetória. Culpa de quem? Da igreja? Do sistema? Dos amigos? Do ativismo? De quem? De nada e nem ninguém, evidentemente não há culpados nessa jornada a não ser a mim mesmo. Não mais como criança, mais como um jovenzinho em Deus, eu poderia continuar mantendo firme e estável essa amizade e relacionamento. Mais o tempo passou... passou...

Hoje meu coração grita cheio de saudades, de um tempo onde não havia padrões, não havia lutas por questões tão insignificantes, onde não havia teologia correta que não fosse o estar com Ele, andar com Ele, relacionar-se com Ele... Contudo sei que Ele está aqui de braços abertos, esperando sempre que essa criança em nós possa se levantar com um sorriso nos lábios dizendo: COMO É BOM ESTAR AQUI!

Que voltemos a inocência, a transparência, ao tempo que éramos sim crianças sem preocupações, de estar nEle, com Ele, por Ele, fazendo tudo que Ele nos ordenava, porque nosso coração ansiava por nada mais que alegrar seu coração.

Grande Abraço


Fabricio Tarles 


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2 comentários:

  1. Há uma linha ténue entre a maturidade e a auto suficiência.

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  2. Isso ai mano!
    Pra muitos também maturidade significa conhecer mais do que os outros, ser mais do que alguém por achar que tem mais conhecimento bíblico ou espiritual, chato isso, mais é recíproco. Mais precisamos sim ser como "meninos" em muitas coisas que fazemos e pensamos, assim Jesus disse! abraço

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