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quarta-feira, 30 de abril de 2014

O Problema não é ser Macaco. É ser BANANA!



               Alguns dias um viral explodiu! O Vídeo do jogador Daniel Alves comendo uma banana jogada por torcedores adversários em uma tentativa preconceituosa de atacá-lo, enfim! Ainda hoje vemos isso não é?! Absurdo! Mais não quero falar sobre isso aqui!

                Desde Adão, estamos transferindo nossas responsabilidades e culpas. Adão jogou toda culpa em Deus, e em sua esposa. Toda essa transferência é uma forma de continuarmos confortáveis, vivendo o nosso marasmo e inércia.

“ Os Covardes não herdarão o reino dos céus...” Apocalipse 21.8

                Existem muitos aspectos sociais e espirituais, que deveríamos estar inseridos efetivamente. Mais ao passo disso, estamos sempre justificando que isso é responsabilidade, ou da instituição igreja, ou do sistema político. Concordo que algumas coisas não estão diretamente ligadas a  nós na individualidade, mais se fizermos aquilo que nos cabe, com toda certeza teríamos uma melhoria significativa em muitas coisas.

                Um dos aspectos é a religião. Sabemos que a religião corre na contra-mão do evangelho de Cristo, a religião é justamente o que está conduzindo o povo para longe de Cristo. Vejo algumas pessoas se levantando com uma “revolta” para gerar esse “desviar” de alguns trazendo-os de volta a Cristo. Porém, a revolta em si tem um tempo de validade, ela não pode ser eternamente aliada a inércia. Ela precisa está baseada em sua totalidade aos atos, ao fazer, ao desenvolver ao agir! O Evangelho da graça é libertador, é um mergulho profundo na grandeza da expressão do amor a Deus. Por isso não podemos ficar só “revoltados com braços cruzados” inativos na missão como Cristão.

                “Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado, e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” Mateus 28.19-20

                E a nossa covardia quanto à anunciação desse evangelho de Cristo, cheio de graça, amor e bondade? Estamos o tempo todo frenéticos, nesse ativismo desenfreado que tantas pessoas passam ao nosso lado e não encontramos motivos para apresentá-los a esse Cristo. E quanto a nós cristãos, que “vivemos a imitação” do próprio Cristo, não estendemos as mãos aos necessitados, aos que precisam? A última fronteira(ou seja o lugar onde a sociedade esqueceu) aonde a igreja não quer ir. É justamente a fronteira que faz com que sejamos idênticos aos torcedores preconceituosos  no caso do jogador do Barcelona. Ao bêbado, a prostituta, ao mendigo, ao sujo e fedido que passamos por cima, muitas vezes desviando-se com medo ou simplesmente nojo! Isso nos faz diferente de que? Ou melhor, isso nos faz iguais a Cristo? NUNCA!  São essas aspectos que deveríamos nos preocupar, afinal o mandamento supremo está em: “amar a Deus acima de todas as coisas, e o próximo como a nós mesmos” E que amor é esse? E qual amor que temos apresentado a sociedade? Se somos habitação do Espírito Santo, o seu fruto precisaria fluir através de nós, e o fruto como diz Gálatas 5.22 é o AMOR. Sem amor não há céu, sem amor, não há salvação, sem o amor flui nas ondas de Deus..

                Somos todos iguais, iguais semelhantes em Cristo e a Cristo. Não há porque sermos covardes com nossas responsabilidades, sejam elas em quais esfera for, social, espiritual tanto faz, indefere. O mais importante e essencial é seremos como Cristo foi. Ativo, impondo-se onde precisava e no que precisava nunca omisso com sua missão, espiritual e social!

                A maior forma de sermos BANANA, é dizermos e apresentarmo-nos como Cristãos e vivermos a sombra de justificativas e desculpas, fundamentadas no nosso desejo patente de permanecermos como estamos.

Grande Abraço. Fabrício Tarles

Um comentário:

  1. Primeiro eu tenho que dizer que o Daniel Alves "mitou" com aquela atitude... até porque o racismo/preconceito, existe e sempre irá existir, é praticamente impossível extinguir todo o preconceito da humanidade, então o melhor é agir de forma inteligente e superior fazendo com que a pessoa preconceituosa se sinta envergonhada do que fez. Sou daquela opinião que não sou obrigado a aceitar tudo que me é apresentado, mas sim sou totalmente obrigado a respeitar tudo e todos que o faz. cor, opção sexual, crença, estilo musical, futebol, política... e por ai vai, cada um tem o direito de escolher como quer viver.
    Já no meio cristão, não tenho tanta convivência para dar uma opinião sobre o certo e o errado, só posso dizer que algumas coisas que vejo ao meu ver está errado, como você mesmo disse em seu texto, "...amar ao próximo como a ti mesmo. não vejo o AMOR como deveria... e as vezes vejo Ateus fazendo até mais do que alguns Cristãos, que por lógica deveria mais praticar a essência do AMOR do que falar dele. lógico que não estou generalizando, claro que existem pessoas assim fora da igreja, mas o que eu to tentando mostrar é a matemática da coisa, algumas pessoas "visitam" a igreja, para manter uma aparência, ou esconder outra. só acho.

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