POSTS NOVOS

quarta-feira, 12 de março de 2014

A macieira que queria dar laranjas




E aí pessoal tudo bem com vocês?

                Tem um tempinho que estou sem postar nada novo por aqui né?! rsrsrs...
Hoje li um texto no http://minorulandia.blogspot.com.br/ achei ótimo, por isso vou compartilhar com vocês. (se quiserem passar no blog, tem textos bem legais)

           Sou desses que gosta de abrir portas e puxar cadeiras para que uma mulher se sente, mas ainda assim, não sou inocente. Basta passear pelo meu blog e constatar que sou um romântico às antigas, de flores e declarações. E por outro lado, não sou puritano e nem tenho afinidades com quem prega a castidade extrema. Pra falar a verdade, tenho até muitos problemas com estes. Não me identifico com os discursos pudicos sobre pureza, virgindade ou candidez. Se lembrarmos que mulheres vadias já existem desde bem antes de Roma, na Galileia mesmo, veremos que é ridículo levantar bandeiras imaculadas. Romântico sim, bobo não.

Mas acho que, independente da opinião que se tenha, há de haver sempre coerência. O que eu falo deve refletir no meu modo de agir, no tal do modus operandi. Esta semana vi uma postagem de uma menina, já com seus 20 e poucos anos, em que ela narrava enraivecida o fato de ter passado por uma situação onde alguém lhe disse: “ôh carinha de safada” e ela surtou! -Friso que sou radicalmente contra todas as formas de invasão, agressão e violência seja contra quem for. A questão aqui nem é essa.- O que eu achei engraçado é que em sua própria página da rede social existem vídeos dela dançando algumas músicas, e uma delas diz assim “Minha safada, desce até o chão / vai danada, hoje quero ver seu bum bum mexer aqui” (Mc-Koringa).
Depois de rir muito com um amigo, percebemos que é mais ou menos assim: se eu estiver na balada e disser para uma mulher ao pé do ouvido “Sua potranca, vem cá e empina em mim, óh” ela possivelmente irá me dar um tapa ou derramar seu drink na minha cabeça. Mas se o Dj tocar a música do Cristiano Araújo que diz exatamente a mesma coisa, ela não só gosta como desce até o chão e ainda põe o dedinho na boca. Entende que incoerente?! Falar é violência, mas se cantar a mesma frase, aí beleza. O critério que ela tem não é o mesmo sempre. O filtro das linguagens usadas variam quando convém.

           Então lembrei dessa foto que vi há algum tempo. Ela mostra um churrasco feito pelo Ronaldinho Gaúcho onde ele “ostenta suas posses” (vou poupar-lhes da legenda original). Na hora lembrei daquelas que adoram atacar os homens dizendo que “a mulher não pode ser tratada como objeto” (Concordo! Leia o começo do texto!). Mas acompanhem o meu raciocínio: Eu sou músico e odeio que nos chamem de vagabundos. E sempre exponho meu desagrado, mas atacando os próprios músicos que são sim vagabundos e que sujam a imagem de toda a classe. Além disso, outra principal preocupação é que eu mesmo não tenha atitudes de um! Até para ter a autoridade de reclamar quando o fizerem. Com relação àqueles que nos atacam, posso apenas mostrar que eu não sou assim e fazer do meu modo de agir, um testemunho que fale por mim. Nenhuma mulher é obrigada a agir de modo a não fazer-se um Objeto, o problema é quando uma dessas reclama do tratamento que ela inspira. É como um padre exigir as reverências sacerdotais, mas tendo um caso com a faxineira. Entende? Assim como as outras Mulheres (não molecas), este padre suja uma luta respeitosa e legítima de quem não é assim.

         Para fechar, sugiro à tal “novinha” que escolha entre as duas opções que ela tem: Ou agir como o quer ser reconhecida, ou aceitar ser conhecida como quer agir. Vale lembrar que a educação deveria prevalecer sempre, mas é incontestável que cada escolha tem suas consequências e reconhecimentos inerentes.

Texto de 

Minoru Raphael


0 comentários: